Ufa! Um salto enorme: De 2016 para 2025.
Quantos anos se passaram! Quantos dos meus leitores ainda permanecem por aqui? Quantos mudaram? E quantos novos estão dispostos a embarcar nesse retorno comigo?
Não que, durante todos esses anos, eu tenha parado de escrever. Não. Nunca!
Continuei escrevendo nos meus cadernos — o mais íntimo deles nomeado de “Meu querido diário” — e guardando textos soltos no Word, como pequenos respiros salvos em silêncio.
Me afastei deste espaço em meio ao turbilhão de novas redes sociais que surgiam sem parar.
Tudo ficou mais rápido, mais curto, mais urgente.
Hoje em dia, as pessoas querem consumir conteúdo em pílulas: vídeos acelerados, áudios que quase atropelam o sentido.
Parece que aquele velho prazer de ler com calma, de mergulhar em palavras como refúgio, espelho ou reconstrução, foi substituído por uma pressa sem profundidade.
Mas algo aconteceu.
Resolvi voltar a escrever por aqui.
Voltei porque descobri com alegria que ainda tenho acesso a este blog.
Voltei porque percebi que, mesmo com tanta modernidade, ainda existe — e sempre existirá — espaço para quem busca ler com presença.
Ironicamente, os blogs se tornaram os livros antigos que ficam guardados durante muito tempo, esquecidos na estante —
mas que as pessoas estão voltando a acessar.
É bom saber que atualmente os blogs estão ganhando novo fôlego como um refúgio rebelde:
Indo contra o algoritmo, contra a velocidade, contra a performance forçada dos três primeiros segundos que tentam fisgar o público.
Não, não, não…
Aqui não tem trilha sonora viral, nem roteiro de retenção.
Este espaço está de volta para que a gente possa se reencontrar, se revisitar, se escutar.
E quando digo “a gente”, falo de mim e de você —
Mas também falo de você com você mesma.
De todos nós que ainda temos a coragem de andar na contramão.
Não estou aqui para pregar que você abandone suas redes sociais —
ao contrário, eu também estou por lá.
Mas que você possa incluir este blog como um lugar de pausa,
uma nova e velha forma de conversar.
Um cantinho onde o conteúdo é degustado sem pressa,
como se lê uma carta escrita à mão.
Seja bem-vindo de volta.
E se for a primeira vez aqui, venha também junto nessa caminhada.
Por Fábia Layssa.
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