Este blog é espaço de escuta, troca e reencontro 🤲✨ Aqui vivem poemas, Crônicas, Reflexões, dicas de saúde e vivências do corpo e da alma 💃🌿 Gosto de conversas profundas — da política do mundo à de si 🌍🧠 Formada em Letras 📖, Ed. Física 🏃♀️, Serviço Social 🤝 e Terapias Integrativas 🌸 Professora de dança, yoga e pilates 🧘 Estudante de Psicologia — eterna aprendiz ✨ Por Fábia Layssa.
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
terça-feira, 21 de outubro de 2014
Vinte e tantos
A
estação dos vinte é a fase que vivemos um pouco de tudo. Iniciamos ainda meio
sem jeito, aos poucos o ares da adolescência vai nos abandonando, percebemos
que não somos os donos da verdade e que erramos e como erramos!
Lá pelo meio
passamos pela famosa crise dos vinte, aos poucos os ciclos de amigos vão se
desfazendo, uns indo embora, casando, tendo filhos, encontrando a estabilidade
financeira e os encontros semanais quase diários vão se tornando mais escassos.
As pessoas começam a nos cobrar: e você não vai casar? Vai continuar aqui? Não
vai pra lá? E os filhos pra quando?
Em meio a tanta
cobrança a gente chega a se perder e os vinte se tornam pesados, mas depois que
o nevoeiro passa e conseguimos nos encontrar lá pelo finzinho dos vintes e
poucos ganhamos um bônus de presente: A maturidade! É aí que começamos a sentir
os benefícios dessa temporada, vamos nos tornando mais segura, mais forte, sem
dá tanto importância para algumas coisas, priorizando outras, aprendemos a
esperar menos dos outros, sem tanta ansiedade nos passos, passos esses que vão
se tornando mais cautelosos, seletivo. Preferimos ter menos amigos, mas que
sejam sinceros do que uma multidão que não reconhecemos os verdadeiros.
Aprendemos a diferença do amigo pra o colega.
Aprendemos que
o maior amor deve ser o próprio, porque existem uns que chegam e faz aquela
bagunça, mas as cicatrizes nos mostra que podemos chorar ali, mas no outro dia
se recompor porque tudo passa e passará! A gente aprende que o importante é
seguir, que a felicidade esta em nossas mãos, na forma de como vemos a vida e a
encaramos. Deixamos de acreditar em príncipes e enquanto o tal cara que irá
novamente mexer com a gente dos pés a cabeça não aparece nos permitimos conhecer
e viver outras emoções, opções, outros romances sem se preocupar com o blá blá
blá.
Na verdade a
opinião dos outros é a que menos conta nessa fase, há tanta leveza no olhar,
liberdade nos passos, coragem nas escolhas. Vamos aprendendo a desapegar de
pessoas, pensamentos, de achismos. Mudamos por dentro, mudamos por fora, vamos
percebendo que o que mais vale é ser feliz com você mesmo.
Fazendo o que
mais nos deixa bem, estando perto de quem nos quer e queremos bem, os nossos
planos vão se tornando mais secretos, sem alardes. A esperança, persistência,
são palavras que se inserem em nossas vidas, aprendemos que um dia as coisas
irão acontecer, a paciência se torna nossa melhor amiga. A serenidade nos torna mais bonita, porque
aprendemos a gosta dos nossos contornos, nos tornamos mais segura podendo
conquistar de salto ou com pés descalços.
A gente sabe o
que quer, não fazemos birra por tão pouca coisa, aprendemos a rir de nós
mesmos. Deixamos de remoer passados, paramos de antecipar o futuro e vivemos
bem o presente com tudo que ele nos dar, não deixando pra ser feliz depois e
sim agora é o que importa. A gente aprende a não aceitar qualquer coisa e querer
ser tratada bem.
Os vinte
tantos anos, quase trinte nos torna dona de nossa vida, do nosso caminho, sem
medo de viver, sabendo que outras decepções irão existir, que irá doer, que
iremos nos perder mas sabemos o caminhos de nos encontrar, sabemos que irá
sarar, que irá passar. Dúvidas não irão deixar de existir, mas paciência pras
respostas iremos ter. Que a vida passa rápido demais e não podemos deixar
passar as chances de ser feliz, mas não podemos ter pressa demais ( apressado
come cru como diria o ditado). Enfim é uma fase que sabemos usar o equilíbrio. É
a fase que encontramos a calma no coração e mais precisão no olhar.
Salve, salve a
vida que nos transforma, lapida, nos amadurece! Salve, salve os vinte e tantos!
Sejam bem vindos os trinta.
Layssa santos
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
terça-feira, 7 de outubro de 2014
Não vale a pena
Ei, Você
queria te dizer que não vale a pena ficar chorando pelos cantos, reclamando,
cutucando, remoendo, revirando sentimentos, sofrendo por certas pessoas,
relembrando certos casos.
Não vale apena
estar correndo atrás de quem não te enxerga não te dá valor, de quem sempre
provoca choro e você cai em prantos. Não vale a pena ouvir sempre as mesmas
desculpas, acreditar nas velhas promessas nunca cumpridas. Não vale a pena recaídas,
não vale a pena se sentir uma boba presa a uma história que causa um caos em
sua vida. Não vale a pena em insistir nos amores mal resolvidos, em amores mal
amados.
Não vale a pena
em insistir em companhias que só sabem ser presentes quando precisam de você,
em amizades que só envenenam, e te põe pra baixo, em insistir em pessoas que
quando você mais precisa, não estão ali. Não vale a pena quem não vale um
tostão.
Não vale a
pena guarda rancor, nem mágoas, mas olhe para seus arranhões e que eles te
sirvam de lição. É difícil, eu sei! Mas não mexa nas feridas, vire a página e
deixa pra lá. Siga sua vida e vá em busca do que realmente te faz feliz,
desapega do que não vale a pena e esteja por perto de quem realmente vale.
Layssa Santos
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Cansa
Chega uma hora
que cansa! Vou confessar que essa hora chegou, ando cansada de suas promessas
nunca cumpridas, de esperar por sua mudança, cansada de pedir, de reclamar, de
esperar!
Ando cansada de amizades que só me coloca pra
baixo, daquelas que apenas procuram quando precisam, e daquelas que mais
parecem que ficam cruzando os dedos pra os nossos planos não darem certos.
Ando cansada
de fazer questão de esta perto de pessoas que não faz questão de minha presença,
estou falando desde a amigos a amores. Estou cansada de estar me importando com
tudo e com todos e esse sentimento não ser recíproco. De não ser reconhecida.
Ando cansada
de suas mentiras, de esperar muito dos outros de criar expectativas e depois quebrar
à cara, de falsas ilusões, de me decepcionar, ficar magoada e chorando de novo.
Ando cansada
de ter que bancar a forte. Eu não sou sempre um rochedo, sou humana, tenho
minhas fraquezas e é justamente admitindo minhas fraquezas que me torno mais forte
e assim confesso que ando cansada de amores mal resolvidos, de amigos duvidosos,
de sorrisos falsos, de pessoas que só sabem criticar, ando cansada de certas
coisas e de certas pessoas. Então, a melhor coisa a fazer é pega-las e jogar
fora, jogar tudo no lixo, me desfazer daquilo que me incomoda, de abandonar o
que já não cabe em mim, deixa pra lá o que não mais me faz bem, sem ressentimos,
muito menos culpa.
Uma hora
cansa, e agora tanto faz não adianta desculpas, nem insistir, já chega! E atenção!
Pra ter uma vida mais saudável, o ministério da saúde afirma, não se lamente,
aja! Sendo assim, irei agir e já! Posso ate fraquejar, e me encher de tudo, mas,
irei escolher em abandonar o muro das lamentações e optar por me afastar de
tudo que não me faz bem, de quem não é de verdade e retirar toda bagagem pesada
que me incomoda pra voltar a sentir alivio em meus passos, paz em meu coração e sem alarmes preciso descansar e me fazer
feliz!
Layssa Santos
terça-feira, 30 de setembro de 2014
Velha e Louca
Velha e Louca
Malu Magalhães
Agora, amigo,
Eu tô em outra,
Eu tô ficando velha,
Eu tô ficando louca.
Pode avisar que eu não vou,
Oh oh oh...
Eu tô na estrada,
Eu nunca sei da hora,
Eu nunca sei de nada.
Nem vem tirar
Meu riso frouxo com algum conselho
Que hoje eu passei batom vermelho,
Eu tenho tido a alegria como dom
Em cada canto eu vejo o lado bom.
Pode falar que eu nem ligo,
Agora eu sigo
O meu nariz,
Respiro fundo e canto
Mesmo que um tanto rouca.
Pode falar, não me importa
O que tenho de torta
Eu tenho de feliz,
Eu vou cambaleando
De perna bamba e solta.
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Ela e o espelho
Hoje
ela acordou, se olhou no espelho e não encontrou mais aquela menina. Tocou em
seu rosto, observou seu corpo, olhou de um lado pra o outro, puxou seu cabelo
pra lá e pra cá, seus olhos escorregaram para a fotografia que estava na cabeceira.
Voltou a observar seu reflexo no espelho e chegou à conclusão que a menina não
estava mais lá.
Muitos
diziam que isso iria acontecer, mas ela não usou a varinha de condão, nem
mágica alguma, apenas a vida sem aviso prévio, sem nem ela mesma perceber
transformou aquela garota e um belo dia ela não estava mais ali.
Ela
se deu conta que seus sonhos não eram os mesmos, o gosto tão pouco, não usava
mais o mesmo corte de cabelo, as roupas eram outras, não ouvia mais a mesma
música, o príncipe não era o mesmo. Aliás, ela já nem mais acreditava em
príncipes. Procurava o cara normal, que como ela tivesse seus defeitos, mas a
fizesse feliz! Na verdade ela não procurava, deixava a vida lhe apresentar. Ela
tinha tomado às rédeas de sua vida e tinha entendido que para ser feliz tudo
dependia dela. Aprendeu a ser feliz sozinha, se valorizando e o tal cara quando
aparecer será apenas para complementar e fazer parte da felicidade e não ser o
motivo.
Ela
tinha aprendido a rir dela mesma, e ainda em frente ao espelho as horas apressadas,
os dias corridos a levaram para ali e quando percebeu a menina tinha saído de
cena para a mulher de compromissos, agenda cheia, horas limitadas entrar. O que
antes lhe tirava o sono, hoje era motivo de graça.
Ela
tinha que estudar, trabalhar, dar conta de tanta coisa que nem parecia mais ser
aquela menina que chorava quando ele não ligava, que se enfurecia quando seu
pai dizia a hora de chegada, que fazia birra quando sua mãe lhe puxava as
orelhas falando aqueles sermões sem fim.
A
menina do all star, agora usava salto
alto para seduzir e ficava descalça para encantar. Seus olhos se tornaram mais
precisos, decididos sabendo o que quer, mas seu sorriso ainda era o mesmo de
moleca.
Ela
foi se transformando, se virando em tantas, em mil sem perder sua essência. Era
mãe, mas também filha. Era doce, mas também onça de virar a mesa. Era chata,
mas sabia provocar sorrisos. Às vezes dava uma de louca, mas também era sóbria,
cumpria com seus deveres e compromissos e quando estava esgotada jogava tudo pra
o alto e fugia pra um barzinho, pra cama, pra seus braços.
Quando
ela se deu conta tudo mudou, tudo havia mudado e ainda se olhando no espelho
sorriu. Era como um filme que se passava em sua cabeça trazendo lembranças. E
no silêncio afirmava aquilo já lhe diziam: - tudo passa e tudo sempre passará.
Nem ela mesma acreditava que tanta coisa iria mudar. Ela agora sacudia sua
cabeça como fosse para afastar as lembranças, terminou de passar seu batom e
riu mais uma vez e percebeu que às vezes sentia falta de tudo aquilo, então
olhou para traz e achou melhor deixar tudo como estava, pois foi à vida
seguindo seu rumo certo e lhe levou para ali.
O
silêncio foi quebrado pelos sons dos seus passos apressado. E lá ia ela a
menina transformada em mulher atrasada para o trabalho pegou a chave do carro e
mais uma vez seus pensamentos trouxeram a lembrança de que antes ela brigava
com o espelho, hoje o velho amigo lhe mostrou que ela cresceu se tornou uma
mulher madura, independente, com tanta responsabilidade, decidida no que quer,
se respeitando, gostando dos seus contornos assim como eram, feliz quando podia
e quando não podia dava um jeito. Seus pensamentos então ecoaram alto entregando
a conversa que ela e o espelho tiveram mais cedo e de sua boca saiu palavras
que falavam no tom divertido: Ninguém é igual à vida toda!
Layssa
Santos
terça-feira, 23 de setembro de 2014
Bem Vinda Primavera!!
❝ Cultive e mostre a todos as flores que há dentro de você... sem receio ou vergonha de expor o que há de mais bonito em sua alma, os seus jardins de dentro. É um motivo para que os outros saibam que seu interior é uma constante renovação do que é belo!
Então floresça! ❞
FranXimenes
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